Quem Faz Muu?
O concerto do prado
Lê esta história na app
As histórias leem-se apenas na app móvel. Lê o QR para abrir esta mesma página no teu telemóvel.
Toca para abrir a história se já tens a app. Caso contrário, instala-a primeiro.
Assim começa a história
A primeira luz entrou no ninho. O pintainho abriu um olho. Depois o outro. A seguir abriu o bico: «piu». A mamã galinha levantou a asa, devagar. Por baixo cheirava a pena quentinha.
O pintainho voltou a cantar: «piu, piu». O canto fez-lhe cócegas no bico. Deu um saltinho na palha. E mais outro. A mamã galinha olhou para ele, grande e tranquila.
Naquela manhã, o pintainho queria cantar com alguém. Saiu do ninho com passos pequenos e decididos. A relva do prado brilhava de orvalho. A mamã galinha ficou a olhar desde a palha.
Queres saber como continua? Lê e ouve a história completa na app gratuita da Semillita — sem anúncios.
Guia para famílias
💭 Sobre o que é esta história?
Um pintainho acorda no ninho com muita vontade de cantar. Só sabe fazer «piu», mas quer cantar com alguém, por isso sai para o prado à procura de companhia. Pelo caminho cruza-se com vozes enormes que o surpreendem: a vaca, o porco e o cavalo. Cada encontro é um ir e vir de sons, uma brincadeira de escutar, imitar e responder.
🧠 O que vão aprender as crianças?
- A comunicação de ir e vir: quando faço um som, alguém me responde, e essa resposta é o que transforma a minha voz numa conversa
- Que a voz própria vale tal como soa hoje: o pintainho não troca o seu «piu» por outro som maior; experimenta tudo por brincadeira e regressa encantado ao seu
- As primeiras «palavras» partilhadas —os sons dos animais— que nesta idade estão entre as mais fáceis e prazerosas de dizer para qualquer criança, fale o que falar
- Que o enorme pode ser divertido e não meter medo: uma voz gigante chega com um ar meigo e acaba em riso, não em susto
- A reciprocidade brincalhona: os grandes também experimentam o «piu» e sai-lhes enorme e desajeitado, e o riso partilham-no os dois, nunca um se ri do outro
- Que a voz mais pequena tem o seu lugar: no momento do prado, o «piu» entra e os outros acolhem-no, sem que ninguém precise de cantar mais alto do que ninguém
🤝 Como continuar esta conversa?
- Nesta idade a melhor «conversa» é continuar a brincar com a voz. Uma brincadeira sem materiais, de dois ou três minutos, para depois de ler: «Quem faz…?» pela casa. Na primeira ronda, pergunta o adulto: «Quem faz muu?». A criança pode responder como quiser —dizendo «a vaca», apontando para a página ou fazendo o som—; as três respostas valem por igual e festejam-se por igual.
- Na segunda ronda, e aqui está a verdadeira brincadeira: troca-se a vez. Agora é a criança que faz um som —qualquer um, mesmo inventado— e o adulto adivinha-o ou repete-o exagerado, como o cavalo devolvia o «piu» ao pintainho. Assim a criança descobre com o corpo que a sua voz produz resposta. Prolonga-se pela casa ou pela rua seguindo aquilo que ela olhar («quem faz ão-ão?», «quem faz brum?») e termina quando ela se cansa, não quando «acaba».
- «Que sons tem o vosso dia? Quais fazem as crianças quando brincam, quando pedem algo ou quando protestam, e quais inventam em conjunto?» Ajuda a olhar para a maneira de soar de cada criança como o «piu» do pintainho: comunicação completa, não fala a meio.
- «Quando uma criança vos diz algo à sua maneira —um som, um gesto, uma palavra começada—, como é que ela nota que a ouviram? O que fazem com o rosto, com o corpo ou com a voz para lho devolver?»
- «Que «piu» baixinho fazem as crianças quando já estão tranquilas, mesmo antes de dormir? Como soa em vossa casa a despedida do dia?»
🎯 Enfoque educativo
Esta história não explica nenhuma lição: fá-la acontecer. Em cada página, alguém responde ao som do pintainho, e essa experiência —faço barulho, respondem-me, existo para o outro— é precisamente como as crianças de dois e três anos aprendem a comunicar. O protagonista não conserta nem melhora a sua voz: a dele, pequena e sua, encontra o seu lugar entre as grandes. Ao ler em voz alta e fazer os sons juntos, o próprio momento da leitura torna-se esse ir e vir: o adulto pergunta, a criança soa, o adulto festeja que ela soou. A história sobe em brincadeira até ao prado e desce devagar até ao ninho, para que o último som do dia seja o mais baixinho.






