Uma família de guaxinins no sofá da família: o Toki (um guaxinim pequeno) sentado junto à mamã, que segura o maninho bebé envolto numa manta branca com um morango de peluche cosido ao lado. O papá está do outro lado do sofá, e os avós estão de pé atrás. Todos olham com calor para o leitor. Atmosfera quente e terna.
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Quando o meu irmão chegou

E tudo mudou um bocadinho, mas não tanto.

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Guia para famílias

Avisos de conteúdo

Choro intenso do protagonista numa cena. Pode ressoar especialmente com famílias que estão a passar pela chegada de um irmão. Recomendado para acompanhar a leitura em família.

🎯 Guia para Educadores: «Quando meu irmão chegou»

💭 De que trata esta história?

O Toki vive com os pais numa casa quente e conhecida, onde tem a sua cadeira, o seu sítio no sofá e uma canção da mamã antes de dormir. Uma noite dizem-lhe que vai chegar um maninho. Quando o bebé está em casa, o Toki começa a reparar em coisas que mudam sem que ele consiga nomeá-las: rotinas que se deslocam, atenção que se divide, objectos seus que voltam a aparecer. Uma história sobre o ciúme vivido em silêncio e sobre a pertença que não se perde mesmo quando a casa se mexe.

🧠 O que aprenderão as crianças?

  • Que o ciúme perante a chegada de alguém novo é uma emoção legítima e temporária, não algo mau de sentir.
  • Que as emoções difíceis por vezes se acumulam em silêncio e transbordam por um detalhe pequeno, e que esse transbordo também merece companhia.
  • Que a presença silenciosa de uma pessoa adulta carinhosa pode consolar mais do que qualquer explicação.
  • Que os gestos físicos de cuidado — como consertar algo partido — são formas profundas de amar.
  • Que o amor recebido pode transformar-se em amor oferecido aos outros, sem que ninguém nos peça.
  • Que o sítio que ocupamos numa família não se ganha nem se perde com o nosso comportamento: é nosso.

🤝 Como continuar esta conversa?

  • «Lembras-te de alguma vez em que sentiste que o teu sítio tinha ficado mais pequeno? Onde estavas, com quem?»
  • «Que coisas fazes tu quando sentes algo por dentro mas não queres contar em voz alta?»
  • «Como percebes que alguém que amas continua a amar-te, mesmo quando não o diz naquele momento?»
  • «Há algo que só tu sabes fazer na nossa família, algo que é do teu sítio?»

🎯 Enfoque educativo

A história trabalha a experiência universal do deslocamento emocional quando uma família cresce. O Toki não nomeia o que sente: encarna-o — encolhe-se, fica muito quieto, chora transbordando por um objecto pequeno que carrega todo o resto. A história mostra um adulto que acompanha sem explicar, sem repreender e sem pedir que a emoção passe depressa, oferecendo em troca um gesto físico de cuidado. Um convite a ler junto às crianças e deixar espaço para conversar sobre como se vive aquilo que muda em casa.

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