Uma família de guaxinins no sofá da família: o Toki (um guaxinim pequeno) sentado junto à mamã, que segura o maninho bebé envolto numa manta branca com um morango de peluche cosido ao lado. O papá está do outro lado do sofá, e os avós estão de pé atrás. Todos olham com calor para o leitor. Atmosfera quente e terna.
História para utilizadores PremiumDescobrir Premium

Quando o meu irmão chegou

E tudo mudou um bocadinho, mas não tanto.

Lê esta história na app

As histórias leem-se apenas na app móvel. Lê o QR para abrir esta mesma página no teu telemóvel.

Toca para abrir a história se já tens a app. Caso contrário, instala-a primeiro.

Baixar na App StoreDisponível no Google Play

Assim começa a história

A cozinha cheirava a torradas e a leite quente. O Toki subiu para o banco e pôs mel na sua fatia de pão. Gostava que o sol caísse mesmo na sua cadeira de manhã. A mamã punha-lhe a chávena ao lado, sem perguntar — já sabia como ele gostava.

À tarde, o Toki metia-se debaixo do sofá com um livro. Era o seu sítio secreto. Só o Toki cabia ali, enroscado entre a madeira e as almofadas. Algumas noites, o papá lia-lhe uma história inteira. Outras noites, a mamã cantava-lhe muito baixinho, sempre a mesma canção, até que ele adormecesse.

Uma noite, depois da história, o papá ficou ao lado da cama um pouco mais. «Toki», disse o papá. «Vai vir alguém viver connosco». O Toki olhou para ele. «Quem?», perguntou. «Um maninho», disse o papá. «Pequenino. Muito pequenino». O Toki não disse nada.

Queres saber como continua? Lê e ouve a história completa na app gratuita da Semillita — sem anúncios.

Baixar na App StoreDisponível no Google Play
Ilustração de Quando o meu irmão chegou — 1
Ilustração de Quando o meu irmão chegou — 2
Ilustração de Quando o meu irmão chegou — 3
Ilustração de Quando o meu irmão chegou — 4
Ilustração de Quando o meu irmão chegou — 5

Guia para famílias

Avisos de conteúdo

Choro intenso do protagonista numa cena. Pode ressoar especialmente com famílias que estão a passar pela chegada de um irmão. Recomendado para acompanhar a leitura em família.

💭 De que trata esta história?

O Toki vive com os pais numa casa quente e conhecida, onde tem a sua cadeira, o seu sítio no sofá e uma canção da mamã antes de dormir. Uma noite dizem-lhe que vai chegar um maninho. Quando o bebé está em casa, o Toki começa a reparar em coisas que mudam sem que ele consiga nomeá-las: rotinas que se deslocam, atenção que se divide, objectos seus que voltam a aparecer. Uma história sobre o ciúme vivido em silêncio e sobre a pertença que não se perde mesmo quando a casa se mexe.

🧠 O que aprenderão as crianças?

  • Que o ciúme perante a chegada de alguém novo é uma emoção legítima e temporária, não algo mau de sentir.
  • Que as emoções difíceis por vezes se acumulam em silêncio e transbordam por um detalhe pequeno, e que esse transbordo também merece companhia.
  • Que a presença silenciosa de uma pessoa adulta carinhosa pode consolar mais do que qualquer explicação.
  • Que os gestos físicos de cuidado — como consertar algo partido — são formas profundas de amar.
  • Que o amor recebido pode transformar-se em amor oferecido aos outros, sem que ninguém nos peça.
  • Que o sítio que ocupamos numa família não se ganha nem se perde com o nosso comportamento: é nosso.

🤝 Como continuar esta conversa?

  • «Lembras-te de alguma vez em que sentiste que o teu sítio tinha ficado mais pequeno? Onde estavas, com quem?»
  • «Que coisas fazes tu quando sentes algo por dentro mas não queres contar em voz alta?»
  • «Como percebes que alguém que amas continua a amar-te, mesmo quando não o diz naquele momento?»
  • «Há algo que só tu sabes fazer na nossa família, algo que é do teu sítio?»

🎯 Enfoque educativo

A história trabalha a experiência universal do deslocamento emocional quando uma família cresce. O Toki não nomeia o que sente: encarna-o — encolhe-se, fica muito quieto, chora transbordando por um objecto pequeno que carrega todo o resto. A história mostra um adulto que acompanha sem explicar, sem repreender e sem pedir que a emoção passe depressa, oferecendo em troca um gesto físico de cuidado. Um convite a ler junto às crianças e deixar espaço para conversar sobre como se vive aquilo que muda em casa.

Mais histórias que podem interessar

Livro infantil ilustrado. Lobinho, um lobinho cinzento e branco com orelhas grandes e expressivas, numa cena da história enquanto uma nuvem cinzenta paira devagar por cima da sua cabeça. Uma história sobre a tristeza e a companhia silenciosa dos amigos, para crianças dos 4 aos 5 anos.
Ona, uma gansa pequena e redondinha de penas cinzentas e bico alaranjado, sorri quietinha à beira de um lago. Uma libélula azul pousa-lhe no bico. Ao fundo, três cisnes brancos jovens — Lirio, Brisa e Alba — estão a enfeitar-se as penas junto aos nenúfares. Atmosfera acolhedora, luz suave do sol sobre a água.
Conto infantil ilustrado. Toki, um guaxinim jovem de mãos atentas, está sentado no chão entre blocos coloridos junto a uma grande raiz da floresta. Perto dele, Serena, uma tartaruga de carapaça castanha, observa em silêncio. A luz do pôr-do-sol banha a composição em tons quentes. Uma história sobre a frustração quando algo se parte, o acompanhamento silencioso e voltar a brincar de outra maneira, para crianças dos 5 aos 7 anos.
Um macaquinho pequeno de jardineiras mostarda, ajoelhado na relva, aperta contra o peito o seu carrinho de madeira azul, a que falta uma roda. Tem os olhos lacrimosos e um ar triste, mesmo antes de desatar a chorar. O ar à sua volta tem um tom rosado quente.